As CABEÇAS são assim em Assis…

Danillo Villa

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Danillo Villa. Foto: Eder Capobianco.

Em apenas uma semana de trabalho intenso, montamos a exposição – o desenho como impureza ou o risco visível – e desenvolvemos a intervenção CABEÇAS.

As duas atividades me colocaram em contato com muitas pessoas e suas ideias, desde o momento em que comecei o processo de escolha/curadoria a partir do convite do Ricardo Abussafy. Para a exposição, como curador, pensei em lixo psíquico, em artistas que fazem de seus trabalhos um receptáculo, um filtro que retém o estranho, o agressivo e se valem deles para constituir sentido. É preciso remexer o lixo. Com este pensamento, convidei os artistas Adolfo, Mariana e Monique (obrigado!).

Depois, nossa participação (minha, dos artistas e mais os agora muito queridos de Assis) foi estendida para a realização da intervenção CABEÇAS nas paredes do GALPÃO que dão para as linhas do trem em Assis. É muito simples descrever e muito bom lembrar o que aconteceu: as pessoas foram receptivas e amorosas, se sentiram integradas e participaram ativamente, conversamos e rimos muito enquanto trabalhávamos: desenhos, desenhos a partir do desenho do outro, andaimes, tintas, sol, gentilezas, conversas, pincéis, tombos, abraços, mais sol, almoços coletivos, jantar de aniversário… (Laura, cuida do girassol!) No curto período de 3 dias havia intimidade para que todos opinassem e percebessem que o que realizamos tinha ido muito além das oito cabeças pintadas. Eu ouvi muitos – obrigado – e fiquei tocado com isso, tudo isso me fez sentir que o trabalho em grupo gera percepção de potencialidades individuais e afeto, muito afeto. O processo desenvolvido tinha muitas vozes, muitas mãos, muitos olhos que emaranhados e tocando-se ocuparam como um corpo potente um ponto da cidade…que para todos, e a partir do trabalho se tornou central.

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Adolfo Emanuel

Adolfo Emanuel

Posso dizer que a impressão que tive durante todo o processo dos trabalhos realizados na cidade de Assis (exposição e intervenção CABEÇAS) foi muitíssimo gratificante. A receptividade, interesse e generosidade do público e equipe de apoio são pontos que realmente chamaram minha atenção e me deixaram muito contente.

As várias conversas e o clima de animosidade durante a exposição no Memorial Rezende Barbosa e na intervenção CABEÇAS renderam novos amigos e valiosas trocas de experiência. Acredito que são estas situações proporcionadas pela arte que realmente marcam um sujeito e possibilitam nas pessoas envolvidas uma verdadeira afetação mútua.

Mariana Lachner

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Mariana Lachner. Foto: Eder Capobianco

A impressão que tive durante todo o processo foi de muita parceria. Todos que estavam envolvidos participaram de forma intensa de todo o processo de trabalho, tanto na montagem da exposição – o desenho como impureza (curador, artistas e equipe do Memorial Rezende Barbosa), quanto toda a equipe da Circus (seus lindos!) na intervenção CABEÇAS.

Todo dia o trabalho se intensificava, e os laços e parcerias também. Sempre podíamos contar com a equipe. E o carinho que o público também deu vai ficar pra sempre marcado. Os momentos foram de diversão e muito trabalho, que todos realizavam com total disposição e descontração. Foram momentos deliciosos, tanto com toda a equipe participante, quanto com o público, que não podia ser mais receptivo.

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Monique Brandão. Foto: Letícia Brandão.

Monique Brandão

As impressões que tive da exposição “O desenho como impureza – ou o risco visível” que abriu a II Mostra o Lixo e da intervenção “CABEÇAS” foram as melhores. A abertura que aconteceu no Memorial Rezende Barbosa foi muito especial pra mim, por estar expondo pela primeira vez como artista, e na minha cidade. Percebi que as pessoas estavam interessadas e curiosas, tentando entender um pouco mais do que estava acontecendo naquele espaço.

A intervenção aconteceu toda em conjunto. Foram dias divertidos pintando cabeças malucas nas paredes do Galpão Cultural, um momento de entrosamento e aprendizado.  Três dias intensos de pintura debaixo do sol. O processo foi lindo e o resultado não podia ser melhor.

A equipe da Circus foi super receptiva e atenciosa, os artistas e todos que participaram de alguma forma eram muito queridos. Ocupar o Galpão por esses dias também foi incrível, rolou comida, muita risada e até malabares, tudo para o coletivo não se dispersar.

Eu como assisensse percebo o quanto essas realizações são importantes. Não me esqueço da I Mostra o Lixo, de quando vi Zé do Caixão jogar sua praga para quem não apoiasse a cultura. É muito bom ver pessoas que se esforçam pra trazer um pouco mais de arte e cultura para a cidade.

Fica nosso abraço a ser renovado sempre!

Muito obrigado a todos, por tudo.

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