TEATRO: Epidemia prata, Cia Mungunzá

Regado à dureza do metal, EPIDEMIA PRATA faz contraponto com uma montagem sensorial

e plástica num flerte com a dança.

O espetáculo “Epidemia Prata” traz uma costura entre duas linhas narrativas: a visão pessoal dos atores sobre os personagens reais que conheceram em sua atual residência na Cracolândia, e o Mito da Medusa, que transforma pessoas em estátuas. Partindo desse mote, no desenrolar da narrativa, os atores vão, aos poucos, adquirindo a cor prata até estarem completamente prateados ao final do espetáculo. Repleto de imagens e predominantemente performático e sinestésico, o universo PRATA, no espetáculo, assume uma infinidade de conotações: sua cor é a cor da pedra de crack quando acesa, sua luz traz o brilho e a necessidade de ser visto por uma sociedade que ignora determinados guetos, sua designação é indicativo de riqueza, dinheiro. Transitando entre essas conotações, os atores realizam uma infinidade de performances que vão desconstruindo personagens estigmatizados pela sociedade e compartilhando a sensação de petrificação diante de tudo. 

A CIA MUNGUNZÁ TEATRO: nasceu em 2008 com a junção de atores e atrizes/artistas apropriados de múltiplas linguagens que queriam (re) pensar o panorama da arte/teatro contemporâneo no Brasil. Nossa pesquisa abarca 3 vertentes: a estética contemporânea, a dramaturgia como encenação e o ato performático como atuação.  A partir deste tripé nascem os elementos que vão constituir uma narrativa.

O grupo é composto por Leonardo Akio, Lucas Bêda, Marcos Felipe, Pedro Augusto, Sandra Modesto, Verônica Gentilin e Virginia Iglesias.

Ficha técnica

Argumento e Texto – Cia. Mungunzá de Teatro

Supervisão Dramatúrgica – Verônica Gentilin

Direção – Georgette Fadel

Co-direção – Cris Rocha

Assistente de Direção – Victor Djalma Amaral. 

Preparação Corporal – Juliana Moraes 

Direção Musical – Bruno Menegatti

Elenco – Gustavo Sarzi, Leonardo Akio, Lucas Beda, Marcos Felipe, Pedro Augusto, Verônica Gentilin e Virginia Iglesias 

Vídeos – Flavio Barollo 

Arquitetura Cênica – Leonardo Akio e Lucas Beda

Figurino – Sandra Modesto e Cris Rocha

Desenho de Luz – Pedro Augusto

Materiais Gráficos – Leonardo Akio

Produção Executiva – Marcos Felipe, Sandra Modesto e Virginia Iglesias

Produção Geral – Cia Mungunzá de Teatro

Duração – 70 minutos

Espetáculo recomendável para maiores de 14 anos.

Mediação

Tassiana Carli: Atriz e produtora cultural na Cia. Bornal de Bugigangas.

Laura Basoli: Experimentadora de articulações culturais, associada da CIRCUS desde 2013, analista em permanente formação, interessada na política de redução de danos e nos tensionamentos entre psicanálise, psiquiatria, arte, política e cultura.

Transmissão pelo canal do Youtube da CIRCUS:

https://www.youtube.com/channel/UC0z19fEnSGr5lnh2E3OG0bA